Pinterest Pixel

    Festival Vale dos Vinhedos

    Festival Vale dos Vinhedos  – Mais de 8 mil pessoas viveram a essência de um território vivo.

    Três dias de muita emoção, pertencimento e celebração coletiva marcam a primeira edição do evento que traduz o território moldado pelo vinho

    O Vale dos Vinhedos viveu, de 27 a 29 de março, um daqueles momentos que não se explicam — se sentem. A primeira edição do Festival Vale dos Vinhedos terminou deixando uma certeza: mais do que um evento, foi um encontro profundo com a essência de um território construído a muitas mãos. Foram três dias em que o Vale se apresentou por inteiro. Sim, o vinho é o fio condutor — e sempre será. Mas o que se viveu foi muito além da taça. Foi vinho, gastronomia, artesanato, cultura, fé, trabalho, memória e futuro. Foi gente. Foi comunidade. Cerca de 8 mil pessoas circularam pelas atrações de sexta-feira a domingo numa grande celebração à Vindima 2026.

    A abertura do Festival Vale dos Vinhedos, na sexta-feira, 27, foi marcada por uma noite que já nasce como referência. No Jantar de Gala Vale dos Vinhedos “Tempo e Legado”, o protagonismo esteve nas taças. Foram 14 rótulos icônicos do Vale dos Vinhedos — muitos de safras emblemáticas, alguns já indisponíveis no mercado — apresentados em uma experiência rara e irrepetível. O chef Rodrigo Bellora construiu um menu que dialogou com cada vinho, respeitando sua identidade e elevando a harmonização a um nível de precisão e sensibilidade. Para os 125 participantes, ficou a sensação de ter vivido algo único.

    Para o presidente da Aprovale, André Larentis, o Festival marca um momento de maturidade do território. “O Vale dos Vinhedos vive hoje um novo ciclo. Somos um destino consolidado, construído coletivamente, que integra vinho, gastronomia, cultura, paisagem e experiência. O Festival nasce justamente para traduzir essa essência — não apenas na taça, mas em tudo o que o Vale representa. É um encontro com a nossa identidade, com a nossa história e com o futuro que estamos construindo juntos”.

    Larentis também destacou o simbolismo do momento, que marca o encerramento da Vindima 2026 e um novo ciclo para o território. “Celebramos o fim de mais uma vindima, o ciclo do trabalho no campo, da espera e das escolhas que agora se transformam em vinho. E é nesse contexto de maturidade que o Vale também se renova. A nova marca traduz quem somos hoje e o que queremos ser daqui para frente. Para ele, o jantar nasce com esse propósito: brindar, celebrar e compartilhar — o tempo, as histórias e as conquistas que nos trouxeram até aqui”. Uma noite que sintetiza o momento do Vale dos Vinhedos: maduro, pela história construída ao longo do tempo; e jovem, pela capacidade de se reinventar a partir dessa maturidade.

    O Vale em festa
    No sábado, 28, o Centro Histórico do Vale dos Vinhedos, na Linha 6 da Leopoldina, pulsou como raramente se viu. Famílias inteiras, crianças correndo livres, amigos se reencontrando, visitantes descobrindo. Entre taças, pratos e histórias, o Vale mostrou sua diversidade: 19 vinícolas venderam 2.500 garrafas de vinhos e espumantes, enquanto empreendimentos gastronômicos e o Mercatino reuniam produtos locais — das esculturas em videira à cerâmica, dos sabores coloniais às expressões autorais. As oficinas trouxeram ainda mais vida ao dia, integrando moradores e turistas em experiências que atravessam gerações — aprender a fazer dressa, empalhar garrafões, trabalhar o crochê, resgatar saberes que seguem vivos porque são compartilhados.

    Mas houve um momento em que tudo silenciou — para emocionar. A entrada do trator, trazendo os produtores com suas barricas, foi mais do que simbólica. Foi a materialização de um ciclo inteiro de trabalho. De gerações. De histórias. Ali estavam Ademir e Moisés Brandelli (Vinhos Don Laurindo), André Larentis (Vinhos Larentis), Bruna Dachery (Monte Chiaro Vinhos Finos), Déborah e Aldemir Dadalt (Vinícola Ales Victória), João Valduga (Casa Valduga), Marcos Valduga (Vinícola Dom Cândido), Paulo Miolo (Vinícola Miolo), Plínio Pizzato (Pizzato Vinhas e Vinhos), Rogério Valduga (Vinícola Torcello), Ronaldo Zorzi (Vinícola Peculiare), Daniel Garbin (Chamom Garbin Vinhos Clássicos), Leonardo Giordani (Vinícola Casa Ottone) e Rudimar Festa (Vinícola Almaúnica), representando não apenas suas vinícolas, mas a história viva do Vale dos Vinhedos.

    Após a bênção conduzida pelo diácono Tiago Orbach, cada produtor serviu o vinho de sua própria barrica. Um gesto simples — e profundamente poderoso. Um dos momentos mais marcantes do Festival, que foi acompanhado por um espetáculo pirotécnico. A festa seguiu até às 23h com shows que animaram todas as idades.

    Caminhada Vivendo o Vale
    No domingo, 29, o Vale se revelou de outra forma. A Caminhada Vivendo o Vale, que reuniu mais de 200 pessoas, foi um convite ao encontro com a paisagem e com a memória. Em um trajeto por vias secundárias — muitas desconhecidas até mesmo para quem frequenta a região — os participantes acessaram um Vale mais íntimo, feito de casas de pedra, vinhedos silenciosos e histórias contadas por quem vive ali.

    Ao longo do percurso, cada parada revelou uma camada do Vale — não apenas como paisagem, mas como história viva. A caminhada teve início na Capela Nossa Senhora das Neves, símbolo de fé e origem, conectando os participantes à formação do território. No Giordani Gastronomia Cultural, a história do Vale dos Vinhedos foi resgatada pelo morador Zelavir Giordani, revelando as bases que sustentam sua identidade até hoje. No Casarão Longhi e na Capela da Glória, o olhar se voltou à vida do imigrante, marcada por trabalho, resiliência e permanência. No Capitel Nossa Senhora de Caravaggio, a fé apareceu como pilar essencial da vida dos imigrantes italianos, atravessando gerações. Na Pizzato Vinhas e Vinhos, o protagonismo foi do terroir do Vale dos Vinhedos, evidenciando a relação entre a terra, o clima e o saber fazer. Já na Famiglia Tasca, no Museu Histórico do Vale dos Vinhedos, a memória ganhou forma, reunindo histórias que ajudam a compreender o passado e projetar o futuro do território.

    Com temperatura chegando aos 32 graus, o percurso exigiu entrega — e também acolhimento. A cada dois quilômetros, uma pausa: água, suco, vinho, espumante, alimento e, sobretudo, histórias. Foram seis paradas que transformaram o caminho em experiência. Um percurso físico, mas também emocional.

    As estrelas do Jantar de Gala Vale dos Vinhedos Tempo e Legado
    Coquetel
    Espumante Nature Vitória Lúcia – Vinícola Cave do Sol
    Espumante Brut Blanc de Blanc – Vinícola Maison Forestier
    Vinho PP Semillon IGVV 2023 – Pizzato Vinhas e Vinhos
    Vinho Chardonnay DOVV 2022 – Peculiare Vinhos Únicos
    Vinho Syrah Eterno 2017 – Vinícola Almaúnica
    Vinho Perfetto Merlot 2020 – Vinícola Torcello
    Vinho Deorum Merlot DOVV 2018 – Vinícola Ales Victoria
    Vinho Grande Vindima Quorum 2012 – Lídio Carraro Vinícola Boutique
    Vinho Lavoro Gran Reserva 2020 – Vinícola Larentis

    Jantar Harmonizado
    Espumante Miolo Íride DOVV 2015 – Vinícola Miolo
    Vinho Gran Chardonnay DOVV 2023 – Casa Valduga
    Vinho Gran Reserva 2005 – Vinícola Don Laurindo
    Vinho 10 Lotes DOVV – Aprovale
    Espumante Le Fleurs de Dona Lourdes 2020 – Vinícola Dom Cândido

    DIRETORIA APROVALE – GESTÃO 2025-2026
    Presidente: André Larentis – Vinhos Larentis
    Vice-Presidente produtores: Moisés Brandelli – Vinhos Don Laurindo
    Vice-Presidente setoriais: Tiago Sartori – Restaurante Brazedo

    Diretoria
    Diretor Administrativo e Financeiro: Douglas Chamon – Chamon Garbin Vinhos Clássicos
    Diretor de Infraestrutura: Marcos Giordani – Giordani Gastronomia Cultural
    Diretora de Enoturismo: Deborah Villas-Bôas Dadalt – Vinícola Ales Victória
    Diretor Técnico: Tairane Elisane Teixeira Pires – Vinícola Dom Cândido
    Diretor de Marketing e Eventos: Tiago Crestani – Pousada Ca’Di Valle
    Diretor de Feiras: Rogério Valduga – Vinícola Torcello
    Diretor de Associados: Rafael Roso – Engenho do Vale
    Diretora de Relacionamento Comunitário: Bruna Dachery – Monte Chiaro Vinhos Finos